Roteiro com 7 dicas de viagem para a África do Sul

 


O Rodrigo Ortiz foi para a África do Sul este ano e nos conta como foi essa viagem através de 7 experiências que você não pode perder. Confira! 🙂


Devo dizer que eu não fazia a menor ideia do que encontraria.

Enquanto a África do Sul não mente sua fama de ser um país de safáris e da luta pelo fim da desigualdade, encontrei tanta coisa a mais que me senti outro ao fim da viagem.

Hoje, falo para quem me perguntar: largue os preconceitos de lado, apague qualquer ideia que tiver do país e vá visitar a África do Sul.

O país tem 11 línguas oficiais.

A mistura cultural de povos do continente africano e de fora dele é imensa e dá uma magia a mais em qualquer viagem.


1- Pagar pouco por muito

Chardonnay

 

A África do Sul é um país barato.

Não leia isso como crítica, mas como um dos melhores elogios.

Os preços de viagens, transporte, comida e estadia estão entre os melhores que já vi.

Boa parte dos restaurantes tem uma ampla seleção de frutos do mar e não é difícil encontrar carnes de caça.

Se isso não for a sua praia, algumas regiões são influenciadas pela cultura indiana (Durban tem uma das maiores colônias de indianos do mundo), então, se prepare para várias opções sem carne, bem como pimentas e curry, muito curry.

O mais interessante é que todos esses pratos, são extremamente acessíveis.

Muitas vezes, por US$20 a 30 – se não menos! – duas pessoas comem muito bem.

Mesmo em locais mais caros, ainda fica muito mais barato que restaurantes do Brasil.

Basta sentar para que chegue uma carta de vinhos que impressiona qualquer especialista, afinal, a África do Sul é um país produtor, se especializando na uva Pinotage.

Você poderá visitar vinícolas e pagar US$20 em garrafas que no Brasil saem na faixa de R$180.

Nos restaurantes, o preço não aumenta muito, para alegria dos enólogos e aspirantes.

Isso não quer dizer que o país não tenha sua dose de hotéis e experiências cinco estrelas, mas considere que você os consegue com mais facilidade.

Em Durban, o hotel Oyster Box vale ao menos uma visita para jantar.

Não muito longe da cidade, o Karkloof Safari Spa mistura experiências de sonho.

Oyster Box Hotel

Oyster Box Hotel
Imagem de http://www.hartford.co.za

Oyster Box Hotel

Oyster Box Hotel
Imagem de http://www.hartford.co.za

Se você quer viajar exclusivamente para comprar eletrônicos e presentes, aqui pode não ser a melhor opção.

Um iPhone, por exemplo, sai aproximadamente o mesmo preço que comprar no Brasil.


2- Table Mountain

Table Mountain

Table Mountain

Um dos programas turísticos mais comuns é a Table Mountain, a montanha que é o cartão postal mais evidente de Cape Town.

A vista é fantástica!

Uma vez no alto da montanha – seja pela rota a pé ou pelo bondinho – você tem vários caminhos.

Andando por ali também vemos indicações do Cabo da Boa Esperança, de praias e de outros locais da região.

Só não se esqueça de levar um casaco – o vento é bem forte e gelado.

No dia que fui, ventava tanto que tivemos que andar na diagonal para compensar a força do vento.

Chega a ser difícil de se mexer e de ouvirmos uns aos outros.

A certa altura, tocou uma sirene – era o aviso de segurança para que retornássemos à área do bondinho, de tão forte que estava o vento.


3- Subir no estádio

Estádio Moses Mabhida

 

Após a Copa da África do Sul, é inegável que o país ficou com uma ótima infra-estrutura.

Os aeroportos já impressionavam pela beleza e organização e as cidades são muito mais prontas para receber turistas do que muitas do Brasil.

E os estádios, que tanto foram alvo de críticas, não ficam para trás.

Tive a oportunidade de visitar o Moses Mabhida, em Durban, que além de ser um local para visitação, contando com lojinhas e restaurantes, ganhou alguns passeios legais como o Big Swing.

No dia, estávamos cansados demais para nos arriscarmos no elástico gigante, além de termos acabado de comer.

Preferimos então outro passeio com menos adrenalina, mas não sem emoção:

  • subimos no “sky car” que nos levou a um deck no topo do estádio.

Pudemos ver a cidade inteira e não faltaram fotos!


4- Safári

Rhino

Girafas da África

Seja lá onde você for na África do Sul, poderá conhecer um safári.

Ainda que o país ofereça muito mais atrativos, qualquer viagem que se preze tem que ter um safári com direito a pelo menos um dos “Big Five”.

O termo, popular no meio, se refere a cinco mamíferos de grande porte: Leão, Elefante, Búfalo, Leopardo e Rinoceronte-branco.

Safáris geralmente acontecem logo pela manhã ou no fim da tarde.

Isso é mais pelos hábitos dos animais, mas acaba garantindo um efeito visual impressionante e as melhores fotos.

Os cenários sul-africanos aproveitam de uma luz natural que deixa qualquer Photoshop no chão.

Ver os bichos de pertinho, ainda mais com uma naturalidade que não tem em nenhum zoológico, é muito emocionante.

Acredite: poucas coisas na vida se comparam a ver um rinoceronte furioso avançar em direção a seu carro de safári (e saber, ao mesmo tempo, que você está em segurança).


5- Vida Urbana

Bar La Parada

 

Aqueles acostumados com cidades grandes do Brasil como São Paulo – ou internacionais como Los Angeles e New York – não estarão deslocados na África do Sul.

Durban, Joanesburgo (Johannesburg) e Cape Town oferecem muitas opções para os mais urbanos.

Como mencionei no começo, restaurantes acabam sendo um ponto central das viagens, não à toa: a mistura cultural aqui é forte, tanto por colonização quanto por apreço.

Se todo o continente africano (ou boa parte dele, ao menos) tem seu lugarzinho ou sua influência na África do Sul, basta andar um pouco pelas cidades para encontrar referências a ingleses e holandeses.

Com certa surpresa também, portugueses e outros povos de origem latina.

Quando nosso guia, em Cape Town, indicou que iríamos ao restaurante “La Parada” para almoçar tapas, confesso que me surpreendi positivamente.

Restaurante La Parada

Crédito da Imagem: Fanpage do Restaurante La Parada

Obviamente, a própria cultura local guarda várias surpresas – um passeio na Long Street de Cape Town, por exemplo tem inúmeras opções típicas de bares, boates e restaurantes, com uma vida noturna rica.


6- Township

Centro de Cultura Guga Sthebe

 

Muitos à primeira vista torcem o nariz para este “programa de índio”, mas sustento que é um passeio que deve ser feito pelo menos uma vez.

Caso você não saiba, townships são povoados (ou até verdadeiras cidades) – algumas grandes, outras menores – existentes em diversos pontos da África do Sul, que se originaram na época do Apartheid.

Eram os locais em que os negros, indianos e outros povos (chamados, no geral, de “colored”) deveriam viver em época de segregação social.

Mesmo após o fim desse período, bem como nossas favelas, as townships continuaram como grandes comunidades de baixa renda, ainda sujeitos a diversos problemas sócio-econômicos.

Mas diferente de nossas favelas, aqui o passeio é outro.

Guias locais levam os visitantes para conhecer o dia-a-dia, as lojas, bares (“shebeens”) da township, entre outros locais.

Mas não há um afastamento.

Os moradores recebem bem os visitantes e temos algumas das experiências mais autênticas aqui.

Tive a oportunidade de conhecer a township conhecida como Langa, bem como seu centro comunitário Guga S’Thebe.

Saí de lá aprendendo mais sobre a África do Sul – e um pouco sobre as pessoas e a vida em geral – do que muitos outros pontos de meu passeio.


7- Pisar no Oceano Índico (e pegar uma praia)

praia

 

O continente africano é banhado tanto pelo Oceano Atlântico quanto pelo Oceano Índico, então aqui está uma oportunidade de tirar um item da sua lista – pisar em um oceano que você nunca tocou!

Brincadeiras à parte, várias cidades, incluindo Durban e Cape Town tem como diferencial suas praias, tanto para banhistas, quanto para pescadores e surfistas.

Estando no lugar certo, longe das pedras, há muito o que fazer para quem gosta desse tipo de experiência.

E, como sempre, a vista é fantástica!


Creio que, tirando o safári, o que mais tirei foram fotos de praias.

Se nada disso te convenceu, creio que só viajando e vendo com os próprios olhos.

É sério, você não vai se arrepender.

Existem ainda outros passeios que não fiz, especialmente o turismo radical (mergulhar com tubarões, passeios de balão, bungee jump, entre muitos outros) e o enoturismo.

Mas o Gui do Quero Viajar Mais fez e contou sua experiência com os tubarões brancos e com as visitas às melhores vinícolas perto de Cape Town


Texto e fotos: Rodrigo Ortiz Vinholo


 

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Facebook Comments

22 Comentários

  • Responder
    Flávia
    26/07/2014

    Estou há mais de um ano apaixonada pela África do Sul. Foi quando eu decidi, finalmente, fazer um intercâmbio lá.Não vejo a hora de ir! Parabéns pelo texto! Tenho certeza que você foi um dos muitos que se apaixonam por lá. Todos dizem a mesma coisa.

    Abçs.

    • Responder
      Rodrigo
      28/08/2014

      Que bom que curtiu o texto, Flávia! 🙂

      Realmente, é uma experiência e tanto, você com certeza vai se apaixonar. Ainda mais para um intercâmbio, imagino que deve valer muito, já que lá existe uma riqueza cultural enorme! Sem dúvida vai ser uma daquelas experiências que vale por muitas, só pela variedade de “mundos” em um só país.

      Boa viagem!

  • Responder
    Flávia
    26/07/2014

    Estou cada dia mais apaixonada pela África do Sul. Há mais de um ano, foi quando eu decidi fazer meu intercâmbio lá e não vejo a hora de ir. Parabéns pelo texto. Certeza que você se surpreendeu e teve uma experiência incrível, assim como todo falam.

    Beijos.

  • Responder
    28/08/2014

    Que matéria linda, muito informativa e rica em detalhes, a vontade é de estar lá!!!
    Safari..adoro!!!!! Parabéns pelo blog lindo, lindo, lindo!!!

    • Responder
      28/08/2014

      Obrigada, Antonela.
      Que bom que gostou do post e do blog.
      Fico feliz e espero que volte sempre.
      Beijinhos,
      Dalila.

    • Responder
      Rodrigo
      31/08/2014

      Que bom que gostou, Antonela 🙂 Realmente, depois de voltar eu não deixo de recomendar para todos! É uma viagem e tanto!

  • Responder
    17/09/2014

    Desde 2007 eu tenho vontade de ir para a Africa!!! Esse post só me fez lembrar dessa vontade antiga. 😀

    • Responder
      07/10/2016

      Eu ao contrário. Nunca tive muita vontade, mas depois do post, estou planejando ir! 😀

  • Responder
    26/01/2016

    Para um mês devo levar quanto para realmente aproveitar?

    • Responder
      Rodrigo
      27/01/2016

      Vish, difícil de responder essa. Depende de tudo que você vai fazer na viagem, se vai em lugares baratos ou caros, se vai pagar no cartão etc. Eu me lembro que levei cerca de 200 dólares, que troquei por rands chegando lá. Ou foi 300? Não me lembro bem.
      Mas até aí eu não tinha que pagar comida nem quase nada, já que estava lá a negócios.

  • Responder
    Rinaldo
    28/05/2016

    Penso em ir para Africa do Sul em 2017, estou com receio sobre a comunicação, já que não domino os idiomas oficiais, você viu muito gente falando português?, acha que dá para se virar apenas com nossa língua?

    • Responder
      28/05/2016

      Olá Rinaldo,
      Tudo bom?
      Não se fala português na África do Sul, mas fala-se muito o inglês!
      Abs,
      Dalila.

      • Responder
        25/04/2017

        Oi, Rinaldo! É isso mesmo – pouquíssima gente fala português lá, geralmente imigrantes de outros países lusófonos.

        No geral, se você fala inglês, pode fazer de tudo! Acontece que o inglês é língua básica para a grande maioria do país, já que os moradores tendem a aprendê-lo na escola, junto de alguma outra língua-mãe (como o choza, zulu ou africâner).

        Se você falar um pouco de inglês, já dá pra se virar, mas em último caso, se não falar nem isso, o ideal seria encontrar algum guia para fazer o meio de campo.

  • Responder
    Juniely
    05/09/2016

    Otimo texto. Tenho passagem comprada para Dezembro e fiquei ainda mais entusiasmada!
    Quanto a segurança/violencia o que você tem a dizer e a aconselhar?
    Parabéns pelo texto novamente!

    • Responder
      25/04/2017

      Oi, Juniely!

      No geral, tendo a dizer para as pessoas que lá é tão seguro quanto o Brasil – ou seja, certamente existem partes que são pouco seguras, mas não é nem de longe tão ruim quanto se pinta.

      Se você já está familiarizada com o básico de segurança de cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, vai se virar lá tranquilamente. Especialmente em áreas urbanas, temos que tomar cuidados básicos com nossos pertences e não “dar bandeira” o máximo possível. Se você vai “turistar” em grandes centros, cuidado redobrado. E, claro, se estiver em áreas que peçam para que você fique junto do guia (como algumas regiões de cidades ou dentro de townships), siga as instruções e tome cuidado.

      No geral, ao meu ver, aparentemente a visão negativa do turismo em cidades da África do Sul se dá principalmente por turistas europeus, que muitas vezes acabam tendo a mesma impressão de vários locais do Brasil. Leve isso em conta quanto ouvir boatos e relatos 😉

  • Responder
    Alissa
    07/10/2016

    Que relato maravilhoso! Muito obrigada! Penso em ir em 2017. Qual seria o melhor período para viajar (considerando, sobretudo, clima e preço)?

    • Responder
      25/04/2017

      Oi, Alissa!

      A vantagem da África do Sul é que é um país bem flexível sobre épocas de viagem, ao menos considerando clima. Boa parte dos passeios e experiências funcionam o ano inteiro.

      É claro, se você quer pegar uma praia e quer garantir que não terá névoa ou céus nublados estragando qualquer uma das suas fotos, prefira o verão. O preço também tende a aumentar nesse período – por ser o fim do ano, tende a ser uma época popular -, então se quiser economizar, veja outras épocas.

      O outono ou início do inverno podem não ser tão interessantes para os que curtem o calor – ainda que estejam também ao sul, o clima tende a ser mais frio que no Brasil, com mais ventos -, mas se você gosta, pode ir sem medo. Mesmo nessas épocas você também pode fazer safári, então não se preocupe caso seja sua preocupação. Para os amantes de vinho, pode ser que até melhore a experiência!

      O Inverno aparentemente tende a ser mais chuvoso, mas não sei dizer de experiência própria. Do que já pesquisei, eu evitaria.

      A primavera tem a vantagem de se antecipar a um fluxo maior de turistas e permitir que você já fuja do frio – dizem que é uma das melhores épocas para se visitar e fazer de tudo.

  • Responder
    Elizabete
    31/05/2017

    adorei o seu comentário ,muito bem explicado!As suas fotos também são maravilhosas!Estava com vontade de conhecer a África do Sul,inclusive fazer safáris,mas estava com medo de caminhadas,mas disseram-me q/ nas excursões comuns não há caminhadas longas .Você só não pode ter problemas na coluna porque p/ safáris, os veículos terão q/ andar nas estradas de terra.Tenho 70 anos e costumo viajar muito.Qual é o seu comentário sobre isso?

    • Responder
      31/05/2017

      Nossa, Elizabeth,
      Nosso único comentário é PARABÉNS por seguir viajando muito independente da idade ou de qualquer outra circunstância, o importante é seguir vivendo e aprendendo sempre.
      Depois volte aqui e conte pra gente como foi sua próxima viagem. 🙂
      Abs,
      Dalila e Rodrigo.

      • Responder
        Elizabete
        31/05/2017

        Obrigada,Dalila e Rodrigo!
        Abs,
        Elizabete

  • Responder
    Sheila
    08/06/2017

    Fui em 2016, viagem inesquecível, Cape Town é linda demais, fiz o mergulho com os tubarões brancos, vale muito a pena.