Origem do Carnaval

A história da festa que hoje mobiliza milhares de pessoas durante o ano tem início controverso.

Alguns dizem que já existiam comemorações parecidas nas sociedades greco-romanas e egípcias da antiguidade.

Outros argumentam que o verdadeiro carnaval nasceu na Idade Média, com o surgimento da Quaresma criada pela igreja Católica.

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Segundo Felipe Ferreira, autor de “O livro de ouro do carnaval brasileiro”, as comemorações pagãs antes de Cristo foram precursoras de todo tipo de festa pública e não apenas do carnaval.

Em seu livro, ele escreve que as festas em homenagem à deusa Isis ou ao deus Baco incluíam pessoas mascaradas, bebidas e outros excessos.

Será, gente? Na antiga Roma eu acredito, mas antigo Egito sei não…o que vocês acham?

‘Bota-fora’ para a Quaresma

No ano de 604, o papa Gregório I definiu que, num período do ano, os fiéis deveriam se dedicar exclusivamente às questões espirituais.

Seriam 40 dias em que se deveria evitar sexo, carnes vermelhas e festas.

Quase quinhentos anos depois, a igreja católica definiu as datas oficiais da ‘Quaresma‘, e o primeiro dia dela se chamaria ‘quarta-feira de cinzas’.

Aconteceu que alguns os dias antes dessa quarta-feira começaram a ser de intenso consumo de carnes, bebidas e festa.

A esse período deu-se o nome de ‘adeus à carne’, ou ‘carne vale’ em italiano, que, depois, passou a ser ‘carnevale’.

E a palavra virou sinônimo do que seria uma espécie de antônimo da Quaresma.

Durante a Idade Média, o ‘bota-fora’ para a Quaresma tinha máscaras e fantasias. As mais comuns eram de urso e de homem selvagem.

Carnaval virou chique em Paris

Com o passar do tempo, as festas antes da Quaresma tornaram-se mais elaboradas e elitizadas.

Em Veneza, a temporada passou a começar no início de janeiro. No período iluminista, até óperas celebravam o carnaval italiano e os mascarados andavam por toda a parte da cidade.

Na França, o rei Luis XIV comandava bailes nos salões reais.

Mas a invenção do carnaval como conhecemos hoje, com bailes e desfiles de fantasias, aconteceu em Paris do séc XIX, mais precisamente em 1830.

A burguesia parisiense passou a patrocinar os maiores bailes a fantasia da temporada e surgiu a noção de mistura entre as classes sociais.

Foi esse modelo de carnaval que mais tarde seria adotado no Brasil.

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No Brasil

Os festejos nos dias que antecediam a Quaresma no Brasil recém-colonizado aconteciam na maneira lusitana.

As brincadeiras se chamavam ‘entrudo’ e consistiam em jogar água, pós, perfumes e outros líquidos, ovos, sacos de areia, entre outras coisas sobre os pedestres.

A brincadeira era considerada violenta e chegou a deixar mortos no país.

Isso mudou no começo do século XIX, quando o país foi se tornando mais desenvolvido, e quis se livrar do passado português.

Uma das formas de se distanciar da ex-metrópole era acabar com esse costume considerado ultrapassado, selvagem e grosseiro.

Para isso, a burguesia do Rio de Janeiro procurou um modelo sofisticado de carnaval, que na época era o de Paris, com bailes e desfiles de carruagens.

Mas, essa presença de um novo tipo de carnaval, ao invés de acabar com as festas de rua, com o ‘entrudo’, fez uma mistura que não é nem só da elite, nem só popular e começaram a surgir formas de organização variadas como blocos, clubes, cordões e ranchos, que fizeram com o que o carnaval carioca, que influencia o carnaval do Brasil todo, ficasse – até hoje- diferente dos carnavais de qualquer outro país.

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Fontes de pesquisa e de imagens:

Wikipedia, G1 e “O livro de ouro do carnaval brasileiro”, de Felipe Ferreira.


Quer fugir do agito do Carnaval? Veja nossa dica aqui.

 


 

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