Se a China como um todo é agigantada, Beijing ou Pequim é a capital perfeita para ela.

E você tem, pelo menos, cinco imensos motivos para passar uns dias ali:

A Cidade Proibida, o Parque Shichahai, a Praça Tian’amen, o calçadão Quianmen e a rua Wangfujing/Mercado Noturno.

Aproveite e estenda os passeios aos arredores da cidade para visitar um trecho da Grande Muralha, o Palácio de Verão da dinastia Qing e as Tumbas de Ming.

Também vale a pena pelo menos dar uma espiada no Estádio Ninho de Pássaro, de abertura das Olimpíadas de 2008, e no centro aquático Cubo D’Água.

Foi na época que sediou os Jogos que a capital antes conhecida dos brasileiros como Pequim, passou a ser chamada de Beijing.

Em Beijing até os quarteirões são fora de proporção. Cada um vale por cinco dos nossos –, por isso sempre que possível, pegue o metrô.

É fácil de usar, tem instruções em inglês e espanhol nas máquinas que vendem os passes, funciona como em qualquer outro lugar do mundo e vai economizar horas de deslocamento.

Mas, toda vez que entrar, suas coisas terão de passar por um scanner ao estilo de um aeroporto.

Nas distâncias mais curtas vale a pena experimentar os riquixás, táxis de bicicleta.

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1- A Cidade Proibida

Vamos logo ao que interessa, o indiscutível primeiro lugar do ranking de prioridades para quem está na capital é conhecer a Cidade Proibida, que marcou a mudança da capital de Nanquim para Pequim, em 1420.

Ficou conhecida com esse nome por ter abrigado, por séculos, exclusivamente o imperador e sua família.

Nem os oficiais do império tinham liberdade pra circular por lá.

Reserve pelo menos um dia inteiro, há muuuuuito para ver e muuuuita história para conhecer na cidade agora permitida.

Prometo que não será tão cansativo quanto parece!

A única coisa que incomoda, principalmente na entrada, é a oferta de guias.

Como qualquer um sem traços orientais se destaca entre os chineses, um batalhão de profissionais que sabem falar qualquer outra língua vai te oferecer os serviços de guia, chega a irritar.

Eu optei pelo áudio-guia que, apesar do sotaque carregado para o lado de Portugal, traz informações interessantes.

O difícil é esperar o discurso sobre algumas partes e se segurar para não ir logo pra próxima coisa que chama a atenção.

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2- Parque Shichahai

O fim de semana é o mais indicado para visitar o Parque Shichahai.

Está localizado ao lado da Cidade Proibida, também na área central da cidade.

Muita gente, na mais santa paz, invade o contorno dos lagos Qianhai, Xihai e Houhai – este principalmente –, para fazer piquenique, andar de bicicleta, comer algodão doce (que são um espetáculo à parte) ou só bebericar nos bares e restaurantes do parque e, claro, fazer comprinhas de artesanato e souvenirs.

Os riquixás estacionados ali nas redondezas são especializados em levar o turista pra percorrer as vielas antigas da cidade, chamadas hutongs.

O passeio tem direito a paradas nas casas de arquitetura típica, com os cômodos distribuídos ao redor de um pátio central.

Os hutongs são os únicos cantos da cidade com dimensões humanas, mas que estão sendo engolidos pela especulação imobiliária.

Na década de 1950 existiam mais de 3 mil ruelas do tipo. Atualmente, restam menos de 1 mil.

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3- Praça da Paz Celestial

Se você lê jornais ou não faltou nas aulas de geopolítica já deve ter ouvido falar da Praça da Paz Celestial ou Tian’anmen.

Lugar emblemático do massacre de estudantes pelo governo chinês, em 1989, quando a população se levantou contra a repressão e corrupção do Partido Comunista.

Ou, no mínimo, viu as cenas antológicas do homem que se colocou no caminho de uma fila de tanques de guerra, na esperança de impedi-los de avançar sobre os manifestantes.

Mas se você for chinês ou morador do país há décadas, é bem capaz de nunca ter sabido que isso aconteceu no país.

Uma das minhas guias contou que só viu a imagem recententemente, quando instalou um programa no seu computador que quebra as restrições impostas pelo governo para navegar na internet e consegue acesso a redes sociais e conteúdos que jamais circularão se depender das autoridades chinesas.

O que me fez ver que, infelizmente, os protestos de 25 anos atrás não trouxem tantas mudanças como se desejava.

A praça comporta o monumental mausoléu de Mao Tsé-Tung.

A atração tem filas de horas, todos os dias, pois permite passar ao lado do corpo embalsamado do líder, bem à mostra em caixão de vidro.

Mas, saiba que embora seja uma praça (e não um parque), à noite fica fechada por policiamento.

Atrás do mausoléu, está o portão e uma simbólica parte dos muros da cidade antiga.

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4- Calçadão Quianmen

O calçadão Quianmen toma vários quarteirões com lojinhas, barraquinhas e restaurantes, de populares a algumas opções de alto nível.

Pra quem prefere lojas mais luxuosas de marcas internacionais, o endereço é outro: rua Wangfujing.

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5- Mercado Noturno

O que mais interessante desta área, na verdade, é o Mercado Noturno.

Uma sequência de barraquinhas com espetinho de iguarias inimagináveis, como aranha, cobra, escorpião e casulo do bicho da seda.

Prepare-se para grandes emoções – e aqui não se trata de tamanho, mas de grande estranheza!

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ARREDORES DE BEIJING

Dadas as proporções chinesas, “pertinho” de Beijing – ou mesmo nos limites da cidade – ficam três passeios imperdíveis: trechos restaurados da Muralha da China, as Tumbas de Ming e o Palácio de Verão.


6- Palácio de Verão

Começando pelo que ainda está dentro da cidade, embora quase fora dela, o Palácio de Verão é uma mini Cidade Proibida à beira do lago Kunming.

Criado pela dinastia Qing há cerca de 850 anos.

Um espaço enorme, com várias construções de diferentes finalidades, inclusive um longo corredor, o Corredor Long.

O nome não é por seu comprimento de mais de 700 metros, mas por causa do imperador Quian Long, que mandou construir uma passagem para as pessoas poderem circular abrigadas das chuvas de verão, sem perder a vista maravilhosa para o lago.

É fácil chegar a esse parque de 2,9 km2, chamado de Palácio:

o metrô Beigongmen Station vai te deixar quase na entrada principal.


7- Trechos da Grande Muralha 

Um pouco mais longe, a uns 80 km da capital, e com acesso por trem, vans, ônibus ou carro, ficam dois trechos bem conservados dos quase 9 mil quilômetros que formam a Grande Muralha.

Eu tenho avisado que os chineses têm mania de grandeza desde sempre, né?

A Muralha é um dos principais motivos que levam os turistas a pensar na China como destino de viagem.

Diferentes partes dessa fortificação foram construídas a partir de 7º século a.C. para proteger o império chinês de invasões dos povos que viviam nas estepes ao norte.

Como estão em outras cidades, é bom contratar o passeio.

Os trens são disputados, mas na estação do metrô não faltará oferta de vans e táxis.

Eu optei pela parte de Badaling, a mais visitada, construída em 1500 e restaurada na década de 1950.

Mas quem quiser menos gente e mais sossego, tem como alternativa a área de Mutianyu.

Nas duas opções, para andar sobre a Muralha, você pode pegar um teleférico ou subir uma escadaria bem íngreme.

Qualquer esforço vale a pena porque lá em cima vai encontrar uma vista impressionante de vários ramos da muralha que serpenteiam o topo dos morros.


8- Tumbas Ming

No mesmo dia que for às muralhas, reserve um tempinho para fazer um pit stop nas Tumbas Ming.

Lá você terá a oportunidade de conhecer Yongle, o terceiro imperador da dinastia Ming (1360 a 1424), um dos governantes mais visionários do mundo.

Foi ele quem começou a unir as partes da Muralha, transferiu a capital de Nanquim para Pequim, ao decidir construir lá a Cidade Proibida e mandou fazer uma enciclopédia do conhecimento chinês.

Entre tantos imperadores que o país teve, este é um que realmente vale a pena conhecer.


Texto e Fotos: Renata Valério Mesquita


 

Confira o post introdutório sobre a China

 


 

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