Localização de Biblos

Biblos, Jbeil em árabe, é uma cidade portuária, localizada na costa mediterrânea do Líbano, 42km ao norte de Beirut.

A estrada é super tranquila, uma única reta e com vista para o mar.

Só que geralmente há muito trânsito, então, quando for tente pegar um horário fora do rush.

De taxi, se não me engano, dá cerca de 15 dólares saindo de Beirut e, conforme disse no Guia do Líbano, opte sempre pelo taxi de cooperativa, não o de rua, mesmo que seja um pouco mais caro.


História de Biblos

Biblos é a cidade continuamente habitada mais antiga do mundo, desenvolvida dentro de uma muralha desde o período Neolítico até 2.150 a.C.

Foi uma das cidades mais importantes da Fenícia, além de sua capital, por muito tempo.

Acredita-se que Biblos tenha sido ocupada primeiro entre 8.800 e 7.000 aC e, de acordo com os fragmentos atribuídos ao historiador fenício da Guerra de Tróia Sanchuniathon, foi construído por Cronos como a primeira cidade na Fenícia.

Até o início da Idade do Bronze (cerca de 3.000 aC), Biblos tinha se desenvolvido como o centro de expedição de madeira mais importante no leste do Mediterrâneo.

Por volta de 1.200 aC, os escribas de Biblos desenvolveram um script fonético alfabético, o precursor do nosso alfabeto moderno.

Por volta de 800 aC, o alfabeto chegou na Grécia, mudando para sempre o modo como o homem se comunicava.

Além disso, os faraós do Antigo Egito precisavam do cedro e outras madeiras para a construção naval e para a construção dos túmulos funerários. Em troca, o Egito enviou ouro, alabastro, corda papiro e linho.

Assim, começou um período de prosperidade, riqueza e intensa atividade.

Hoje, Biblos é Património Mundial da UNESCO.

 


O Nome Biblos

Biblos era uma cidade cananéia chamada Guba durante a Idade do Bronze e, durante a Idade do Ferro, a cidade é chamada Geba, como aparece na Bíblia hebraica.

Muito mais tarde, foi referida como Gibelet, durante as Cruzadas.

O nome fenício cananita da cidade (GBL, isto é Gubal, Gebal, etc.) pode ser derivado de gb, que significa “bem” ou “origem”, e El, o nome do deus supremo do panteão de Biblos.

A cidade atual é conhecida pelo nome árabe Jubayl ou Jbeil, um descendente direto do nome cananita.

No entanto, o nome é mais provável derivado da palavra fenícia GBL que significa “fronteira”, “distrito” ou “pico da montanha” e similarmente ao jabal árabe.

Seu nome era a origem da palavra grega “biblion”, que significa “livro”, dando-nos, portanto, “bibliografia” e “Bíblia“.


Centro Histórico de Biblos

Seu centro histórico – chamado de Byblos Citadel– após tantas civilizações, está totalmente ativo e revitalizado e vale muito à pena a visita.

De dia é legal para compras nas lojas de artesanato, pratas, bijuterias, souveniers- o chamado souk– e para conhecer as ruínas.

Para visitar as ruínas, há guias de várias línguas que são cadastrados pela Secretaria de Turismo e que você pode contratar e negociar o valor alí na entrada. Dá para fazer tudo em uma única tarde.

Um bom roteiro é visitar Biblos após passar pela Harissa. Ou, fazer Harissa e Jeeita em um dia- ambos na cidade de Jounieh – com calma e, em outro dia, Biblos e Batroun- uma cidade seguida da outra.

 


O Que Visitar

 

Biblos tem diversas ruínas históricas preservadas do grande templo construído em 2.700 BC, como:

• Templo de Baalat Gebal construído em 2.700 BC e os templos dos Obeliscos construídos por volta de 1600 BC.

• O Castelo Biblos que foi construído pelos cruzados no século XII, localizado no sítio arqueológico perto do porto.

• Há também a parte medieval de Biblos, que é cercada por paredes que percorrem aproximadamente 270m de leste a oeste e 200m de norte a sul.

Além disso, existem locais religiosos históricos, como:

• A antiga mesquita do Castelo, que remonta ao período dos mamelucos, meados de 1.600 e que foi renovada pelo sultão Abdul Majid.

• Há também a Igreja de São João Batista, que remonta às Cruzadas em 1.116. Foi considerada uma catedral e foi parcialmente destruída durante um terremoto em 1.176 DC. Depois, foi reconstruída e dada aos maronitas como um presente do príncipe Youssef Chehab do Líbano em meados do século XVIII, depois de o terem ajudado a capturar a cidade.

 

 


Onde Comer

De noite, a dica é sair para jantar em um dos diversos restaurantes e cafés dentro da cidade antiga. O que mais gosto é o Eddè Café, mas todos são bons.

Fora da citadel, tem o Keif, uma rede libanesa que gosto muito e que está presente em Dubai também.

À noite, são várias as opções de balada, tanto dentro da citadel, nos pubs e restaurantes, como fora. Uma das ruas de dentro fica bem movimentada com a garotada bebendo e dançando com música alta.

E a rua paralela fica o pessoal mais velho curtindo os cafés e restaurantes, fumando uma arguile e batendo papo.

Se você quiser algo ainda mais tranquilo e íntimo, a opção é jantar mais próximo do porto, como no restaurante do Byblos Sur Mer (veja foto abaixo).

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Uma parte do Souk de Biblos (Crédito: Ali Badawi)

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Comendo manakish ( massa com queijo derretido feito no forno) nas ruas do Centro Histórico de Biblos.

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Comendo fatoush no restaurante do hotel Byblos Sur Mer, localizado ao lado do Porto, no final da rua de pedras do Centro Histórico.

 


Festival Internacional de Biblos

Durante o verão- que é de junho a setembro- acontece o Festival Musical Internacional onde já se apresentaram cantores internacionais famosos como Jhon Legend e até Toquinho.

Ele acontece em frente ao Porto de Biblos, logo ao final das ruas de pedras do Centro Histórico. Lindo demais esse lugar, gente.

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O Festival acontece bem alí onde estão as luzes.

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Greg Porter, cantor de jazz americano, no Byblos International Festival de 2015

 


Resorts de Biblos

Em Biblos estão alguns dos melhores resorts de praia onde turistas e locais costumam alugar chalés na alta temporada.

O mais famoso deles é o Eddè Sands – que eu simplesmente amo, mas tem também o Ocean Blue – pra mim bem decaído mas ainda bem famoso por lá, o mais tranquilo White Lace e o animadíssimo adults only C-Flow.

Além destes resorts, tem ainda o Byblos Sur Mer, um hotel boutique super tradicional bem em frente ao porto e o Monoberge, já mais econômico e não dentro, mas a poucos metros do Centro Histórico.

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Edde Sands

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C-Flow, Biblos

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C-Flow, Biblos

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White Lace

 


Texto e Fotos: Dalila Barakat

Foto da capa: Ali Badawi


 

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