Viajar para China não é apenas viajar para o outro lado do planeta – o que já não seria pouco -, é viajar para outro mundo.

“Claro!”, você deve estar pensando, “tem 9,6 milhões de km2 e 1,37 bilhões de habitantes”.

É, também, mas não só por isso.

De fato, eles não precisam do resto do mundo, com a própria população, a economia e o turismo já estão garantidos.

Mas é o governo totalitarista que faz com que o país se feche em si mesmo e se mantenha sem acesso a redes sociais e GPS, por exemplo.

O trâmite para tirar o visto já deixa isso claro:

  • visitantes precisam de uma “carta convite”, mesmo que seja de uma agência de viagens, afinal, o governo não vai deixar você andar livre por ali.

Mas nem sempre foi assim, e a riqueza cultural de 5 mil anos de história vai fazer você se transportar para outro mundo, como eu dizia no começo.

Para se ter uma ideia, a primeira dinastia a governar a região é de 2.100 antes de Cristo (a.C.).

E desde então, tudo lá é de uma grandiosidade impressionante:

  • A Muralha da China, o imenso exército esculpido em terracota para proteger o túmulo do imperador, as praças, monumentos, terminais de trem e aeroportos.

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Mesmo assim tudo vai estar o tempo todo cheio de gente. Muita gente!

Mas não se assuste, a China é muito segura.

Você pode andar com uma câmera profissional pendurada no pescoço que nada vai acontecer.

A única coisa que podem tirar de você é muitas fotos.

Mas sempre vão pedir sua autorização por meio de mímicas ou de duas ou três palavras em inglês.

Se você não tem traços orientais, prepare-se para se tornar sensação por onde andar.

Fui parada mais de 10x para sair em fotos com os locais – até cigarro ofereceram em troca do “favor”.

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Comunicação

Só não espere conseguir trocar muita ideia com os chineses.

Eles poucos falam inglês, nem sequer arranham o espanhol.

Além disso, são bem acanhados e educados a não transmitir muita informação.

O ambiente turístico é mais cordial e comunicativo.

Mas, sempre que for sair, peça na recepção do hotel para escreverem em mandarim o nome das atrações que você quer conhecer e anote a versão em inglês logo embaixo (pra você lembrar o que é).

Outra ferramenta essencial numa viagem à China é uma calculadora ou seu celular.

O que vai te permitir economizar muito. Nela os atendentes das lojas ou barraquinhas vão digitar os preços pedidos.

E você, logo em seguida, deve digitar o valor que quer pagar. Pechinchar faz parte da diversão e é prática de mercado.

Prepare-se! Porque especialmente nos primeiros contatos com este outro mundo, você não vai entender nada.

Desde todos aqueles ideogramas, passando pelo feijão doce que engana parecendo chocolate, pelo jeito de comer sorvando, por aquela massa de gente pacífica, pelas intermináveis dinastias que governaram o império, pela cultura do chá, até chegar ao feng shui.

Mas, no fim, vai achar tudo sensacional!

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Vem comigo, que nos próximos posts eu vou te contar das três cidades imperdíveis para visitar na China: Beijing, Xangai e Xian.

 

Vou falar também dos pandas de Chengdu e do Tibete, o lugar que os chineses dizem que é China – mas não é.


Texto e Fotos: Renata Valério Mesquita


 

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2 Comentários

  • Responder
    29/11/2016

    Que legal é sempre muito bom conhecer novas culturas..