Se a primeira coisa em que você pensa quando escuta o nome da cidade chinesa Xian é em guerreiros de terracota, começamos bem.

Sinal de que você já conhece o maior motivo de milhões de turistas irem pra lá!

Eu fui uma delas, e assino embaixo: você precisa ver aquilo!

Alguns desses guerreiros já deram até uma passadinha por São Paulo, em 2003, durante uma exposição que fez a volta ao mundo.

Mas, que fique claro: era uma ínfima parte deles.

O que o mausoléu do imperador Qin Shi Huangdi tem a mostrar é um verdadeiro exército – calcula-se que sejam 8 mil esculturas.

Milhares delas já estão à vista, mas há um lote ainda coberto, que aguarda tecnologia para ser mais bem estudado e preservado.

Dentro do galpão em que podemos ver os guerreiros, ficam à mostra também o processo de escavação e de restauração de peças quebradas.

Apesar de serem tantos e ocuparem uma área enorme, eles foram encontrados somente em 1974 – 22 séculos depois de construído – e por pura casualidade.

Um agricultor resolveu furar um poço para tirar água e encontrou um vão aberto abaixo de uma camada de terra.

Ao descer, deu de cara com esculturas de proporções um pouco mais avantajadas que de uma pessoa.

E quando a cabeça de um dos guerreiros encontrados foi levada à superfície, rapidamente mudou de cor.

Imagine o terror das pessoas achando que aquilo era uma maldição.

Na verdade, foi uma reação natural do tipo de química da tinta em contato com o ar.

Antes dele, outro agricultor já tinha enterrado o irmão entre os guerreiros, mesmo assim não encontrou nem uma só das milhares de esculturas feitas em terracota.

O lugar escolhido para a cova pegou justamente uma coluna de terra que divide duas formações do exército.

É de se pensar que a proteção encomendada pelo imperador tinha realmente poderes.

E esse poder excepcional de proteção pode ser sentido por toda a cidade…

Xian foi levantada entre montanhas (ao Norte, Leste e Oeste) e um rio (ao Sul).

Exatamente a combinação indicada pelo feng shui para atrair proteção e dinheiro.

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Acredita-se que por isso e pelo dragão adormecido sob a cidade, nunca houve um terremoto (só tremores) nem teve um só caso de gripe A.

Da minha experiência, foi lá que vivi meu primeiro terremoto. Bem leve e longe do epicentro.

As cortinas do quarto do hotel se mexeram como dois grandes pêndulos, mas o prédio só balançou suavemente.

Afinal, a maioria das construções na China já são adaptadas para suportar terremotos.

feng shui está em todo canto do país, mas em Xian parece ganhar maiores proporções.

Os muros da cidade antiga, outro passeio imperdível, têm uma peculiaridade.

Logo após o portão principal, um ideograma representando “pegar” ou “prender” evita qualquer visitante indesejado de passar daquele ponto.

Minha guia nem me deixou fotografar, argumentando que atrairia energias ruins.

No alto dos muros da cidade antiga se abre um belo calçadão com um visual e tanto.

São 14 km de extensão com vários pontos para fotografar, visitar e se entreter.

A melhor opção é alugar uma bike – lá em cima da muralha mesmo – e calcular bem se você está em forma e tem tempo para dar a volta completa, já contando as várias paradas.

Se não é o caso, opte por apenas um bate e volta-volta mais curto, assim você preserva suas pernas para continuar conhecendo a cidade.

Outro passeio clássico de Xian: o templo budista Pagode do Ganso.

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Texto e Fotos: Renata Valério Mesquita


 

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