Localização

 

O Vale Sagrado fica às margens do rio Urubamba.

Este rio tem sua origem no nome de Vilcanota, que vem da palavra quíchua ou Wilcamayu Via Láctea.

Os incas construíram sítios arqueológicos ao longo de suas margens, que reproduz as constelações  do céu andino, o que contribuiu ainda mais para a beleza do vale, que já era lindo apenas por suas paisagens naturais.

 

mapa-vale-sagrado

 


Como chegar

 

Você pode chegar ao Vale Sagrado de trem saindo de Cusco até Ollantaytambo ou até Urubamba.

Neste último caso, dá para parar direto no hotel Tambo del Inka, o único que tem uma estação própria.

Outra opção é fazer o tour privado pelo Vale Sagrado de carro. Para isso, indico a agencia Tikariy.

Mas você pode ainda alugar um carro e ter tempo livre para aproveitar cada templo no seu tempo.

Ou, por fim, você pode fechar um das diversas excursões de ônibus que fazem bate-volta saindo de Cusco.

 


Quantos dias ficar

 

De 3 a 4 dias, no mínimo. Se possível 5 dias.

Eu fiz assim:

Primeiro dia, sai de Cusco cedo e fiz Chinchero, depois Moray e Maras. Então, parei em Urubamba para o check in no hotel e optei por descansar um pouco já que os templos fecham por volta das 17h, 18 horas e gosto de fazê-los com calma.

No dia seguinte fiz Pisac templo e Pisac cidade, onde há um grande mercado de artesanato. Poderia ter optado por Pisac e Ollantaytambo no mesmo dia, mas preferi fazer apenas um com mais tempo. Vocês já sabem que meu estilo não é excursão corrida, mas há quem goste, então a opção é fazer estes dois combinados, leva o dia inteiro pois não são muito próximos um do outro.

E no terceiro dia fiz um bate-volta à Machu Picchu com retorno a Urubamba, pois havia o convite de um hotel de lá. Mas poderia ter passado uma noite em Machu Picchu Pueblo (antiga Aguas Calientes) e voltado direto à Cusco de trem, no dia seguinte.

*Na verdade, eu tinha convite de um hotel incrível de Machu Picchu também, mas já tinha comprado desde antes o boleto de ida e volta do trem e não quis perdê-lo.*

Os outros dois dias que sugiro acima é para conhecer as demais cidades que não foram citadas aqui e que não são tão famosas quanto estas mas que devem ser lindas e interessantes também, ou aproveitar mais de Cusco.


Quando ir

 

Em Cusco, há duas estações, a seca (abril a outubro) e a chuvosa (novembro a março).

Já, para visitar Machu Picchu, o ideal é planejar a viagem para abril, maio, junho e setembro. Nos demais meses chove ou tem turista demais. Eu fui em setembro e já achei lotado, não quero nem imaginar nos meses de alta temporada.

O Festival do Sol, o Inti Raymi, ocorre em 24 de Junho e é o ponto alto do calendário local.


O que fazer

 

 

  • Cusco

Antes de ir ao Vale Sagrado, você deve passar no mínimo 2 dias completos em Cusco. Lá há muito o que ver, visitar, conhecer, incluindo Saksaywaman, um dos templos mais importantes, entre outros, melhor explicados neste post só de Cusco.

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  • Chinchero

Chinchero é um pequeno povoado a 28km de Cusco. O lugar é chamado de “cidade do arco-íris” e preserva muitos dos costumes dos povos andinos, como tradições, hábitos e vestimentas.

Por isso, mais do que de conhecer as ruínas do lugar, que são basicamente terraços agrícolas, como Moray e Pisac, o mais legal aqui é visitar ateliês, tanto das lãs de alpaca como de artesanatos.

Mostrei nesse vídeo o que conheci de lá, com direito a um dos artesão falando de seu trabalho. Vale a pena assistir. 🙂

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  • Moray

Moray é um sítio arqueológico onde faziam experimentos. Nesse local, os incas aproveitaram a depressão natural da montanha para construir terraços e fazer experimentos (alimentícios) de diversas espécies, especialmente batatas. Afirma-se que a temperatura era diferente em cada terraço, permitindo reproduzir diversos climas num único lugar.

Há quem diz que o local servia como centro de devoção ou ainda que funcionava como anfiteatro.

“Morays” significa “círculos” em quechua. Os Morays são conjuntos de círculos que formam um grande cone na terra. Lá, há três morays, que se alinham perfeitamente: o círculo mais alto de um coincide exatamente com altura do círculo mais baixo do outro.

A beleza e energia deste lugar me impressionaram. Junto com Pisac, foi o que mais gostei.

Este video que editei mostra bem isso! 😀

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  • Maras

As Salinas de Mara são compostas por mais de três mil piscinas e têm mais de dois mil anos de existência. Mesmo depois de tantos anos, o local continua sendo fonte de renda de muitas famílias que vivem na região e retiram o sal para venda, utilizando a mesma técnica que utilizavam os pré incas. A paisagem lá, assim como as outras, é de cair o queixo!

Costuma-se fazer esse passeio combinado com Moray pela proximidade de ambos.

Confira aqui o video de Maras e Moray.

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  • Pisac

Pisac é um lugar com duas atrações principais: as ruínas e um mercado de artesanato.

A construção dessas ruínas é atribuída a pré-incas e incas e se destacam por estarem numa região de 3.400m. O lugar era um centro administrativo e foi construído com arquitetura especial, própria para evitar possíveis danos provocados por abalos sísmicos. Assim como os outros sítios arqueológicos citados acima (com exceção de Maras, que não era templo), Pisac faz parte da rota inca, com um caminho que leva direto à Machu Picchu. Essa trilha está ativa e dura cerca de 4 dias.

O mercado de Pisac é uma ótima oportunidade para comprar souvenires. São muitas opções de tecidos feitos à mão, bolsas, camisas, objetos de prata, bonecas, porta-moedas, enfim, tudo! Não deixe de ir ao lugar se você gosta de fazer compras, pois ele é a melhor opção para quem quer encontrar variedade num único local e a um excelente preço. Comparei depois com outros sítios, com Cusco, Lima e com o aeroporto e Pisac com certeza tem os melhores valores.

Domingos, terças e quintas são os dias em que o mercado funciona.

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  • Ollantaytambo

É uma cidade muito próxima a Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo), uma hora de trem, aproximadamente.

O lugar tem boa estrutura, além de praticamente tudo o que você pode precisar durante sua viagem.

Ollantaytambo também tem ruínas de origem inca, que ficam muito próximas ao povoado, ou seja, fica bem cheio durante todo o dia e, justamente por isso, acabei pulando esse passeio.

Sua localização, assim como Urubamba, é estratégica e ainda hoje há famílias nobres vivendo ali – um grande diferencial, quando comparada a outras cidades dessa região.

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  • Machu Picchu

Machu Picchu, a “cidade perdida dos Incas”, reconhecida como uma das maravilhas do mundo atual, é um lugar impressionante sob inúmeros aspectos, como reconhecer que aquele povo guardava conhecimentos muito avançados, especialmente para a época.

O sítio arqueológico está 2.450 metros acima do nível do mar (bem mais tranquilo que os outros, subi e desci todo o sítios duas vezes, de boa, enquanto nos outros eu morria já no segundo degrau de uma escada!) e foi povoado entre os anos de 1450 a 1540.

Veja aqui o video que editei da minha visita à Machu Picchu desde a saída de trem de Urubamba.

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Com quem fazer

  • Tikariy

Essa agência fica dentro dos hotéis da Starwood mas é aberta a não hóspedes também e vale muito a pena, eles tem opcões fora da rota turística básica e os guias são excelentes.

 

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Onde se hospedar

 


E você?

 

E você, já foi ou gostaria de ir ao Vale Sagrado?

Se já foi, nos ajude contando suas dicas e impressões nos comentários abaixo e, se não foi, conte-nos quais seus planos. 🙂

 

 


Texto e Fotos: Dalila Barakat

Foto da capa: Pisac


 

Confira tudo sobre o Peru

 


 

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5 Comentários

  • Responder
    14/11/2017

    Adorei! Vou colocar na minha lista de viagem. Cada vez que leio seu blog minha lista cresce… Obrigada por em ajudar a descobrir novos horizontes!

    • Responder
      15/11/2017

      Oie
      Que delícia ouvir esse comentário, isso me estimula a seguir no que faço. 🙂
      Você vai amar o Vale Sagrado com certeza, e reserve pelo menos uma semana inteira pra conhecer sem pressa.
      Beijos,
      Dalila.