Cosme Velho é um bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, situado no sopé do morro do Corcovado e do morro de Dona Marta, ocupando a parte mais alta do vale do rio Carioca. Tem como via principal a Rua Cosme Velho, que é a continuação da Rua das Laranjeiras.

Tanto Cosme Velho como Laranjeiras ainda guardam o charme dos bairros marcados pelo passado e foram endereço de nobres, escritores, compositores e pessoas ilustres, como Villa-Lobos, Cecília Meirelles, Portinari, Oscar Niemeyer e Roberto Marinho.

Bairro tipicamente residencial, de classe média alta e classe alta, relativamente extenso e diverso no ponto de vista geográfico.

Cosme Velho possui muitas atrações turísticas e históricas bem interessantes, que muitos cariocas, principalmente os das novas gerações, desconhecem.

Abaixo, enumero as principais atrações começando de baixo pra cima, subindo pela rua.


Estação de trem para o Corcovado

Subindo a rua Cosme Velho, a primeira parada é a principal de todas, a estação de trem que leva ao Corcovado. Sugiro ir bem cedo e quando o céu estiver bem aberto para melhor visualização e melhores fotos. 🙂

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Restaurante Prana

Restaurante vegetariano e saboroso bem em frente à estação de trem.

O espaço é pequeno e bastante concorrido. A área de fora é uma mesa comunitária.

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Igreja São Judas

Essa igreja tem uma bela arquitetura na área externa. Por dentro não vi e nem senti nada demais mas o desenho dela com o céu é bem harmônico, não acha?

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Bica da Rainha

A primeira fonte de águas ferruginosas utilizada no Brasil ganhou o nome de Águas Férreas e ficou conhecida como Bica da Rainha. A fonte era conhecida dos índios locais, que lhe atribuíam poderes curativos e qualidades fantásticas.

O nome “Bica da Rainha” vem do período em que Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente Dom João VI, visitava com frequência o lugar. Ela sofria de um problema de pele e, por isso, procurava fontes medicinais para aliviá-lo. Carlota Joaquina levava consigo Dona Maria, a louca, mãe de D. João, acreditando que tais poderes ajudariam a curar também a loucura de sua sogra. Por ser destinada a visitantes da realeza, a fonte recebeu o nome de Bica da Rainha, após as primeiras obras feitas no local.

Em suas idas à bica, a rainha e sua nora eram seguidas por damas da corte e escravas, dando origem, assim, à expressão popular “Maria vai com as outras”, usada para criticar aquelas que não sabem se governar e seguem os passos de outrem.

Em 1938, a Bica da Rainha foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no livro de Belas Artes e no livro Histórico, com a forma que conhecemos hoje em dia.

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Casa de Eugenio Gudin

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Largo do Boticário

O Largo do Boticário é composto de sete casas de estilo neocolonial construídos na primeira metade do século XX. As casas foram construídas com material utilizado em construções do centro da cidade, que foram demolidas. No largo podem ser apreciados o rio Carioca a céu aberto e a vegetação de Mata Atlântica. Na entrada do Largo, há duas casas da primeira metade do século XIX.

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No século XVII, teve início a captação das águas do rio para o abastecimento da cidade, e no século XX, o rio foi coberto, restando dele alguns trechos a céu aberto, como se pode ver aqui, no Largo do Boticário. A importância do rio Carioca foi fundamental, como fonte abastecedora de água potável para o Rio de Janeiro.

No tempo do Brasil Império, havia escravos “agüeiros”, cuja função era levar água proveniente do Carioca em barris para uso de seus senhores. As águas então límpidas do rio eram recolhidas em ponto alto do vale, na região conhecida como “Águas Férreas”.

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Museu de Arte Naif

É um museu instalado no Rio de Janeiro desde 1995. Tem um acervo permanente de 6.000 pinturas de artistas de 120 países. Dirigido por Jacqueline Finkelstein, filha do fundador Lucien Finkelstein.

O prédio do museu é uma construção histórica que tem, além da exposição de pinturas, uma lojinha de suvenir, um café e cursos de pintura, mosaico e outras artes manuais.

Localizado na Rua Cosme Velho, n°. 561, vizinho a estação de trem do Corcovado, e fica aberto de 2f a 6f, das 13 às 17 horas.

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Como se locomover?

A rua Cosme Velho é muito mas muito íngreme. Se você ficar mais de um dia não vai aguentar subir e descer à pé direto, taxi fica caro porque está geralmente está congestionada, então o Moto Taxi é uma boa opção, rápida e baratíssima. Custa uma média de R$ 2, 00 e é só conversar bem antes que eles não correm muito.

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Fotos e Texto: Dalila Barakat


 

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