Grupo em São Paulo clama pela PAZ no Oriente Médio através de manifesto pacífico e apartidário reunindo muçulmanos, judeus e cristãos.

No último domingo, 27/07/2014, à convite do meu ex professor de Direito Penal e Promotor Público Roberto Livianu, participei de uma caminhada pacífica e apartidária em nome da PAZ no Oriente Médio.
Na verdade, foi e nome da PAZ entre os povos e as nações, afinal, em pleno século XXI – com tantos avanços tecnológicos- termos ainda guerras políticas é “o fim do mundo”! Então, todos precisamos mover uma grama no oceano.
Não dá para ficar assistindo a isso tudo, sentados no sofá. E foi por isso que participei e participaria de outros semelhantes a esse na esperança de contribuir e fazer chegar esta mensagem ao grupo minoritário que está no Poder.
O lema era “Não importa quem tem razão, o que importa é a paz.”
Eu e o promotor público

Eu e o promotor público, organizador deste evento, Roberto Livianu.

 

Eu e Stela Marys, minutos antes da passeata.

Eu e Stela Marys, minutos antes da passeata.

Abaixo, reprodução da matéria que saiu no Jornal O Globo do RJ.

 
“Cerca de 50 pessoas enfrentaram o frio e a garoa da manhã deste domingo, 27/07/2014,  para fazer uma caminhada no Parque do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, com o objetivo de pedir a paz entre Israel e Palestina. Vestidos de branco, os manifestantes carregavam cartazes com a palavra “paz” escrita em português, hebraico e árabe.

O evento foi organizado pelos promotores de Justiça Roberto Livianu, de ascendência judaica, e Laila Shukair, descendente de palestinos. Passeatas semelhantes podem ser convocadas nas próximas semanas. O grupo estuda se consegue o apoio de movimentos pela paz em outras cidades do Brasil.

— Não estamos aqui para dizer quem tem razão nesse conflito. Pouco importa quem tem razão. O que importa é a paz — disse Livianu, filho de judeus que migraram ao Brasil na década de 40, após a Segunda Guerra Mundial.

— Somos todos do mesmo povo, a raça humana. E habitamos todos a mesa casa, que é a Terra. Temos que ter paz nesse mundo — afirmou Laila.

Filha de libaneses muçulmanos, a publicitária e blogueira Dalila Barakat, de 35 anos, lembrou que as relações entre os dois povos é antiga. Carregando um cartaz, mostrou que a palavra “paz” tem um som parecido em árabe (salam) e hebraico (shalom):

— Nunca participei de protestos na rua, mas acho que uma manifestação pela paz vale a pena. Ainda mais nesse conflito. Muita gente generaliza e imagina que todas as pessoas que vivem em Israel ou na Palestina querem a guerra. Não é verdade. Muitos árabes, muitos muçulmanos e muitos judeus querem a paz. Quem quer o conflito são grupos minoritários, mas que estão no poder hoje.

Integrante da Congregação de Religiosos de Nossa Senhora de Sion, a aposentada Giselda Fonseca, de 80 anos, disse que não se importava em sair de casa para participar do ato, mesmo com os termômetros marcando cerca de 12 graus.

— Desejo, do mais fundo do meu coração, que não aconteça mais violência na região. Aqui no Brasil, como em vários outros lugares do mundo, onde há palestinos e judeus há paz. Essa guerra não deveria existir.

A professora Stela Maris Garcia, de 38 anos, que não tem árabes nem judeus na família soube, pela internet, que haveria um ato pela paz neste domingo e decidiu oferecer seu apoio:

— Aqui no Brasil a gente não tem noção do que é viver no meio desse conflito. Já estive em Belém e em Israel, a passeio. Vi o muro que foi construído lá (na Cisjordânia) e como isso afeta o povo. Vi o sofrimento das pessoas, a tensão que existe ali e por isso me solidarizo com essa questão.

 

O dia amanheceu chuvoso e com baixa temperatura, porém, durante a caminhada, a natureza parecia estar à nosso favor. :)

O dia amanheceu chuvoso e com baixa temperatura, porém, durante a caminhada, a natureza parecia estar à nosso favor. 🙂

Passeata pela Paz no oriente médio
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 Por Dalila Barakat
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