Saiba quais são os direitos dos passageiros e confira dicas do que fazer com atraso de vôos e cancelamentos.

No início do ano, período de férias e alta estação, o número de viagens de avião realizadas aumenta em todo o País.

Para atender à demanda, algumas companhias aéreas oferecem voos extras e rotas diferenciadas.

Mas, mesmo com uma “força tarefa” programada, alguns problemas permanecem.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os atrasos de voos são considerados um dos maiores problemas enfrentados pelos viajantes.

As causas são diversas: tráfego aéreo, problemas técnicos, condições meteorológicas.

Ou até mesmo o próprio passageiro, quando realiza o check-in, despacha as bagagens, mas não comparece no embarque.

Para minimizar o desconforto e caos, foram desenvolvidas algumas obrigações a serem cumpridas pelas companhias aéreas e aeroportos.

De acordo com a ANAC, os passageiros devem ser informados a cada 30 minutos sobre o status dos voos.

E, em caso de cancelamento, a informação deve ser dada imediatamente.

Conforme o tempo de espera, as empresas devem oferecer, gratuitamente:

  • assistência material (acesso à internet, telefone e alimentação por meio de voucher, por exemplo).

Quando o atraso ultrapassa quatro horas:

  • é obrigação da companhia aérea oferecer reacomodação (em caso de pernoite no aeroporto), reembolso integral da passagem e outra mobilidade de transporte ao passageiro, conforme escolha do mesmo.

Você deve conferir o site da companhia aérea e o e-mail cadastrado para verificar se não houve alterações nos voos.

Chegar com antecedência ao aeroporto e se atentar aos painéis informativos são algumas medidas que podem evitar atrasos por parte do passageiros.

Também é recomendado optar por voos diretos.

Caso não seja possível, é importante que haja um tempo adicional entre voos, o que ajuda a reduzir a possibilidade de perder o embarque do próximo trecho.

 


E como proceder para reivindicar os direitos?

Olha, já ocorreram alguns casos comigo tanto no Brasil como fora.

O caso nacional foi com a Latam voando, em novembro de 2017, de São Paulo para Fortaleza.

O vôo atrasou mais do que 4 horas.

  • Primeiro, trocaram de portão de embarque, em GRU, 3 vezes. Uma bagunça, Era passageiro indo pra lá e pra cá e um avisando o outro porque 2 destas mudanças simplesmente não foram anunciadas no microfone.

Ou seja, já começou mal

  • Finalmente, depois destas 3 mudanças e 1 hora de atraso, embarcamos.

Havia idosos na fila, crianças e gente em conexão.

Eu fui a trabalho mas SEMPRE voo um dia antes justamente por precaução caso haja um imprevisto como esse.

  • Já dentro do avião, todos sentados, passaram-se mais 2 horas e ninguém da equipe falava nada. Eu e mais 2 pessoas nos levantamos e fomos pedir informações, quando na verdade eles tinham obrigação de nos ter informado desde o início o que estava acontecendo.
  • Cada hora diziam uma coisa até que descobrimos que faltava equipe. Ou seja, não foi falha técnica, má condição climática ou qualquer caso fortuito, foi falta de organização deles mesmo!
  • Não nos serviram nada, não nos ofereceram nada, nem comida, nem conforto, nem desculpas, nada.
  • Eu gravei todo o discurso de um dos comissários que me explicou o que estava acontecendo. Ele ficou DESESPERADO. Mas gravei ele, gravei o horário escrito no ticket e gravei qual era a hora naquele momento, ou seja, busquei deixar registradas todas as provas para depois poder reivindicar.
  • Pousando em Fortaleza, imediatamente, eu fui à loja da Latam e fiz a denúncia por escrito. Eles digitam seu relato e te dão um protocolo.
  • Em tese, a cia aérea te retorna dentro de alguns dias para tentar resolver mas ÓBVIO que não esperei por isso.
  • Levei o numero desse protocolo ao PROCON Local (que tem outro nome lá) e que estava dentro do aeroporto mesmo. Abri a denúncia requisitando o valor integral da passagem.

Pasmem, dos mais de 50 passageiros que reclamavam como loucos ali dentro do avião, apenas 5, sim CINCO, foram denunciar.

Ou seja, o povo adora reclamar, falar alto, achar culpados, falavam da política, entre outras coisas desconexas, mas depois, reivindicar por seus direitos mesmo, poucos vão.

Talvez se todos tivessem ido todos, isso aconteceria menos vezes porque o prejuízo à cia seria maior.

  • Bom, uma terceira ação seria eu denúncia também para a ANAC e essa denúncia pode ser feita pela internet. Porém, não chegou a ser necessária.
  • A Latam entrou em contato comigo, por e-mail, já no dia seguinte oferecendo 20% de desconto no próximo voo.
  • Eu não aceitei e espero que os outros 4 também não tenham aceito.
  • Aí a Latam me ligou e ofereceu 50% de desconto no próximo vôo ou 50% de reembolso. (WHAT?)
  • Eu disse que não. Queria valor integral, então, ela disse ok.
  • E você sabe por que? Porque eu tenho esse direito de acordo com a Lei do CDC e de acordo com o Acordo da Anac e porque sairia muito mais caro pra eles se eu desse sequencia pela justiça.
  • Neste segundo caso eu poderia receber entre 4 e 10 mil reais, no Juizado de Pequenas Causas, mas optei pelo acordo que já estava ótimo.

 

Depois volto aqui pra contar dos casos internacionais, pois lá as regras variam um pouco.

 


Fonte: Release e Dalila Barakat


 

Comentários do Facebook

Sem Comentários