Chateau Musar é o nome de uma vinícola libanesa localizada em Ghazir, no Líbano.

Ghazir está na montanha mais próxima de Jounie ou, mais precisamente, a 24 km ao norte de Beirute.

As uvas Musar, como a maioria das uvas utilizadas nas vinícolas libanesas, crescem no Vale do Bekaa.

Um vale ensolarado e fértil, a uma elevação de 1.000 m, situado a 40 km a leste de Beirute. (É o Vale onde moro! :D)

A adega foi estabelecida por Gaston Hochar em 1930 após retornar de Bordeaux.

Aliás, é a única produzida pela mesma família por quase 9 décadas!

Muitos comparam o vinho Musar com o de Bordeaux, vinho de Borgonha e o vinho de Rhône, mas o vinho do Chateau Musar é único e original.

Foi o primeiro produtor no Líbano a conseguir certificação orgânica para suas vinhas em 2006.

Todas as uvas são colhidas à mão por beduínos locais entre agosto e outubro.

E, devido à filosofia de vinificação de Serge Hochar, suas safras são notoriamente inconsistentes.

O vinho tinto, que é o mais conhecido, é feito de Cabernet Sauvignon, Cinsault, Carignan, Grenache e uvas Mourvèdre.

Os brancos são feitos de Obaideh (relacionados a Chardonnay) e Merwah (relacionados com Sémillon).

Como vocês devem saber, os vinhos geralmente melhoram com a idade, tanto os vermelhos como os brancos.

No entanto, eles também produzem também o vinho Hochar, que é semelhante ao vinho Musar, porém, de carvalho envelhecido por apenas 9 meses, por isso, pode ser bebido mais jovem.

Igualmente com a gama Musar Cuvée, que geralmente custa a metade do preço do Château Musar.

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A visita ao Chateau Musar

A visita ao Chateau Musar é uma experiência sensorial que pode durar até 2 horas! E você nunca mais esquecerá.

Primeiramente, ela deve ser agendada com antecedência.

Depois, ao chegar, com toda a certeza, a somelier Fadia te contagiará de tanto conhecimento e entusiasmo que possui.

Ela começa fazendo um tour pela vinícola que tem 2 ou 3 andares.

E mostra que, na adega, leveduras ambiente fazem o trabalho de fermentação e o mínimo de enxofre é utilizado.

Nos mostra também os barris onde o arak (aguardante libanesa com base em anis) é armazenado e também as maquinas que o fermentam. Essas, eu nunca tinha visto. O aroma que exalam é superrr forte. Tipo pinga.

Depois, voltamos à sala onde é feita a degustação.

Lá ela explica mais sobre as uvas, os diferentes rótulos e ensina como degustar.

Primeiro é através do aroma, por isso, temos que mexer o copo em forma circular.

Depois, ela ensina como ingerir o vinho, que não é engolindo direto, ele deve passar antes pelas bochechas.

Enfim, não vou contar tudo aqui porque senão perde a graça.

Só posso dizer que já visitei 1001 vinícolas e chateaus no mundo inteiro, incluindo Brasil, Portugal, Itália e essa proporcionou a degustação mais interessante de todas!

Ao final, você pode ainda visitar o Chateau Musar Venue que atualmente é um espaço reservado para eventos e que oferece uma vista mara da baía de Jounie, localizado a poucos minutos caminhando da vinícola. (foto da capa)

 

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As duas principais vinícolas do Líbano têm restaurante dentro, que você pode almoçar após a degustação, o Musar não tem um próprio, mas tem um muito próximo.

Se chama Kaser el- Snaw Bar e lá comi o melhor taouk (espetinho de frango com tempero típico) da vidaaaa!

 

 


Texto e Fotos: Dalila Barakat


 

Chateau Ksara, vinícola milenar fundada pelos jesuitas

Meu preferido, o Chateau Kefraya, no Líbano

 


 

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