Dando continuidade às matérias de terapias integrativas, hoje vamos falar da Dançaterapia

 

A dança é uma das três principais artes cênicas da antiguidade, ao lado do teatro e da música. Ela pode existir como manifestação artística ou, simplesmente, como uma forma de divertimento.

Hoje em dia, a prática de danças como terapias complementares está sendo cada vez mais recomendada a qualquer pessoa que deseje melhorar a sua qualidade de vida e também para a cura de doenças psicológicas.

Dançar ultrapassou as barreiras do exercício físico e é hoje considerada uma das melhores formas de complementar tratamentos.

Ela aproxima as pessoas, diminui a timidez e dá uma sensação de liberdade.

A interação que a dança promove pode trazer grandes benefícios, contribuindo muito para a saúde mental de quem a pratica.

É portanto um exercício mental, físico, emocional e social.

Ela estimula a convivência na coletividade, a construção de novas amizades, novos relacionamentos e ajuda na autoestima.

A dança areja a cabeça, deixa o espírito elevado e nos faz esquecer os problemas, os compromissos financeiros, entre outros, pois nos concentramos somente nos movimentos e na leveza do som da música.

É também uma maneira de queimar calorias e manter a forma, considerada uma atividade aeróbica, porque fortalece os músculos, melhora a postura e a flexibilidade.

Os médicos afirmam que, quando dançamos, o organismo produz serotonina, que diminui a sensação de fome.

Também já ficou provado que a dança de salão emagrece. Só por esse motivo já valeria a pena praticá-la.

Enfim, tudo a nossa volta fica mais alegre e colorido quando a dança passa a fazer parte do movimento da vida, pois, além de ser uma importante manifestação artística, ela é, com certeza, capaz de produzir reações benéficas para o nosso organismo.

 

Samba de Gafieira no SPA MED em março de 2020

 


A Técnica da Dançaterapia

Dançaterapia é uma técnica psicoterapêutica que utiliza o movimento como um processo que promove a integração emocional e física do indivíduo (American Dance Therapy Association).

Terapia pela dança é um método, através do qual a pessoa pode se expressar de uma forma criativa, num processo de integração emocional, cognitiva e social. Parte do principio de que o movimento reflete um padrão do pensamento e dos sentimentos do indivíduo.

Desde os primórdios da humanidade que o Homem sempre expressou os seus sentimentos através da arte.

Em todas as culturas, desde as primitivas às atuais, o que designamos hoje como Dança aparece como a manifestação artística ou arte primordial onde através de gestos, movimentos e vozes do próprio corpo direcionados para as divindades com poderes curativos, podiam exorcizar os chamados demônios ou gênios do mal.

Em todos estes processos o corpo seria sempre o instrumento principal, pois é através dele que tudo se realiza e faz sentido.

Samba Gafieira em março de 2020

 


Benefícios da DançaTerapia

 

Benefícios físicos da Dança Terapia

  • Diminui a tensão e rigidez muscular
  • Melhora a coordenação motora
  • Permite a liberdade do movimento
  • Aprimora a noção espacial
  • Estimula uma boa circulação sanguínea
  • Aumenta a frequência respiratória
  • O corpo adquire uma nova elasticidade e habilidade de movimento sem trauma e dores
  • Mal-estares como dor da cabeça, dor de costas, contraturas, podem desaparecer em consequência de uma nova modalidade do uso e da percepção do corpo
  • Possibilita que o indivíduo descubra em si novos movimentos e novas maneiras de se expressar.

Benefícios Psicológicos da Dança Terapia

  • Melhora e aumenta a autoconsciência e autonomia pessoal
  • Possibilita conectar-se com a memória corporal, desbloqueando sentimentos ou pensamentos oprimidos, proporcionando uma nova oportunidade criativa de ser
  • Aumenta os recursos da comunicação
  • Estimula a criatividade e livre expressão
  • Promove auto-conhecimento físico e emocional
  • Estimula a descoberta e redescoberta das potencialidades adormecidas
  • Proporciona a aceitação e o respeito ao próprio ritmo interno e ao tempo do outro
  • Melhora a auto-estima, a auto-confiança, despertando o “sim, eu sou capaz”
  • Reforça a expressão de sentimentos muitas vezes difíceis de serem colocados verbalmente
  • Permite o reconhecimento das próprias limitações, que se tornam fonte de busca e descoberta de novas possibilidades
  • Promove a atenção, presença e a escuta do ser
  • Facilita e estimula a integração social
  • Proporciona aceitação e valorização das diferenças
  • Desenvolve as capacidades cognitivas, a motivação e a memória.

 

Mais gafieira no SPA MED, março de 2020

 


Treinando salsa na escola Milena Malzoni, em maio de 2011

 


Aula de Street Dance na Milena Malzoni Dance Center, em junho de 2011

 


Dançar, independente da modalidade, é um ótimo exercício para o corpo, mente e espírito!

Em todo ser humano está registrada uma dança, aquela dos gestos, do ritmo cardíaco, do ritmo biológico que anima e pulsa nos indivíduos.

E através deste gesto podemos ser nós mesmos, expressando e experimentando novas formas que nos permitem modificar os comportamentos que geram o mal estar físico ou psicológico.

A dança é expressão da energia vital, rios criativos que nos colocam na relação com nossas emoções na forma corpórea, concreta.

A dança dá corpo às emoções. Neste sentido é terapêutica.

Através do movimento,  possibilita a pessoa a se conhecer melhor, a entrar em contato com partes profundas de si, com sentimentos muitas vezes difíceis de serem expressos verbalmente, e a explorar novas formas de ser e de sentir.

Assim, inicia-se uma modificação de forma fluida no ser, que passa a se escutar sem julgamentos.

Promove a redescoberta do prazer do movimento livre, e – ao mesmo tempo – proporciona o desenvolvimento das capacidades e habilidades do ser.

É um convite a estar presente em cada movimento e em cada processo da vida.

Na dançaterapia não existe a idéia de dançar como exibição, “somos dançarinos e espectadores de nós mesmos” e os movimentos não se baseiam em um desenho externo e formal de passos; a atenção é colocada em “como nos sentimos”.

A partir disso há uma escuta interna e as pessoas aprendem a se expressar de forma autêntica.

Com o desenvolvimento dessa escuta interna, consequentemente, todos podem encontrar um modo de expressão respeitosa ao próprio limite e às próprias possibilidades. Assim, uma forma pessoal do movimento nasce da vida interna, sem prescrições externas, as quais nem sempre há a possibilidade de adaptar-se.

É um instrumento que se adapta aos limites e às possibilidades de cada grupo e de cada ser, qualquer pessoa, independente de suas limitações, mas principalmente através da sua parte sã, pode descobrir novas possibilidades criativas de se comunicar, movimentar e dançar.


Dança do ventre em um aniversário meu, com amigos argentinos, outubro de 2000

 

 


Dabke (dança folclórica), no mesmo evento, outubro de 2000. Exatos 20 anos atrás!

 


Dança do ventre social, com um primo querido, em um casamento libanês


Minha volta à dança, em dezembro de 2019

Como viram nos 2 videos acima, gosto de dançar há um bom tempo, mas fiquei parada quase 10 anos até que no final de 2019, já em processo terapêutico para resgatar meu brilho e amor próprio, e resgatar quem sou, retomei a dança. E foi maravilhoso! Muitooo curador.

 


Texto que compartilhei, em dezembro de 2019, no meu instagram, sobre a sensação de voltar a dançar

 

Estou feliz em compartilhar isso com vocês:

Amo dançar, me sinto voando ao dançar, quase levitando, uma sensação indescritível.

Desde pequena- incentivada pela minha mãe- fazia dança do ventre; na adolescência fiz aula de lambada; depois já jovem fiz por alguns anos aulas de salsa e zouk e depois de street dance.

Mas sempre fui muito perfeccionista e, consequentemente, atraia professores exigentes.

Eu não gostava de errar e não me considerava muito boa dançarina, aliás, nunca fui uma dançarina. Só uma pessoa que gostava de dançar e que, por alguma razão, ficou 7 anos sem “balançar o esqueleto”, como dizem.

Agora, na 4a aula de bolero, ritmo que eu não tinha contato até então, aprendi a desencanar. Tanto faz acertar, ou saber qual será o próximo passo.

Só é preciso SENTIR. Sentir a música, sentir o corpo, a condução do parceiro e manter sincronia com ele. Está sendo uma linda e importante (re)conexão comigo mesma. 

Quero agradecer ao @spamed por me proporcionar momentos como estes e agradecer ao muito querido prof Júlio, que está me ajudando e me conduzindo nesse processo de Let Go. Deixa ir. Deixa estar. Deixa ser como é. Apenas sinta.

Para alguns, pode parecer bobeira isso tudo, e para outros, pode parecer muita exposição, mas não me importo. Era exatamente o que eu estava precisando. E sou grata. .

Compartilho para incentivar vcs a buscarem o que gostam e o que lhes faz bem. Não esperem mais. E não se cobrem tanto. Apenas façam. Deem os primeiros passos em busca do que lhes fará feliz (geralmente está nas pequenas coisas) e estarão já contribuindo com toda a humanidade.

 

 


Aprendendo bolero pela primeira vez, depois de 10 anos sem dançar, em dezembro de 2019, no Spa Med Campus

 

 


Agora dançando bolero, gafieira, forró e bachata, em maio de 2020, no Spa Med Campus

 

 


Mais videos recentes deu dançando bolero e gafieira

 

IGTV com texto sobre Fazer o que se Ama

 

IGTV com bônus de texto sobre Ouvir seu Corpo

 

 

View this post on Instagram

 

. . Já falei bastante em outros posts sobre os benefícios da #DANÇA e falar sobre cada ritmo talvez seria mudar o foco desse IG. . .Então, quero falar hoje, embalada no pós curso de #QUANTUMBEING – uma nova técnica que estou utilizando nas minhas sessões – sobre a importância de escutar seu corpo e acolher o que ele te pede a cada dia. . .Pode ser que seu corpo peça descanso. Repouso. Relaxamento. Um escalda pés. E as vezes ele pode pedir movimento. Deixe que seu corpo te diga o que ele precisa. . .O meu estava pedindo pelo movimento da dança há algum tempo, mas só agora voltei a ouvi-lo. E nunca, preste atenção, NUNCA é tarde pra cuidarmos de nós mesmas/os. Para nos colocarmos em 1o lugar e para nos amarmos. . . No Quantum Being aprendi a ouvir o corpo através do ALINHAMENTO equilibrado de 3 importantes centros energéticos: a mente, o coração e o órgão sexual. . .Terei o maior prazer em mostrar pra vocês como isso é simples! Agende sua sessão cmg. 😉

A post shared by Dalila Barakat (@dalilabarakat) on

IGTV com texto sobre Auto Perdão

 

 

View this post on Instagram

 

. . .Sabe aquela história que ficou engasgada? Aquela palavra não dita? Ou então aquela outra dita sem pensar? Sabe aquele NÃO quando na verdade poderia ter sido um SIM e ter mudado todo o rumo da sua vida? . . . Sabe quando tem um monte de gente te apontando o dedo e dizendo barbáries de você, que você sabe serem irreais, mas acaba desencanando porque entendeu que se você precisa se explicar ou mudar pra se ajustar é porque não vale a pena?. . . Então, tudo isso já passou. E não fosse assim você não seria o que é hoje. Não fossem os “erros”, talvez você não teria os acertos que tem hoje. . .Por isso não vale a pena se arrepender. Não vale a pena o remorso. Não vale a pena a mágoa e nem raiva, até porque as pessoas sao apenas personagens de uma história que você, por alguma razão, escolheu viver. E também não vale a pena se culpar. . .Ao contrário, chegou a hora de SE PERDOAR porque você já entendeu que tudo isso era pra te fazer mais forte, e era pra você ser capaz de ensinar o caminho pra aquele que está chegando. . . Essa semana farei um vídeo falando mais disso porque usar palavras escritas limitam tudo o que eu posso e quero compartilhar com vocês. . . Mas espero já com isso inspira-los a refletir e agir em direção ao Perdão e Auto Perdao. 🙏🏻❤️

A post shared by Dalila Barakat (@dalilabarakat) on


Fontes bibliográficas:

Medholos, Cristina Ferreira e Marize Polenz del Fabro, prof licenciada pela UFSM em Educação Artística com habilitação em Música


Terapia Quântica


O que você sabe sobre Aromaterapia


Hidroterapia e seus benefícios


 

Comentários do Facebook

Um Comentário