Monte Hermon ou Jabal el Sheikh, em árabe, é a segunda maior montanha do Líbano, situada a 1.296m acima do nível do mar.

Localizado na porção terminal sul da cordilheira do Antilíbano (cuja extensão é de cerca de 150 km!), na fronteira entre Líbano e Síria.

Dessa forma, algumas partes da sua encosta sul fundem-se às Colinas de Golã.

O Monte Hermon é também conhecido como Ba’al Hermom, Monte Líbano, Jabel A-talg, ‘Arqub, Hermon Massif, Senir, Shenir, Sion e Sirion.

Do seu cume pode-se avistar o Vale do Bekka, as cordilheiras do Monte Líbano e do Anti- Líbano, o Vale de Zabdanai, o deserto da Síria e o Vale da Jordânia.

Bem como, mais ao fundo, pode-se avistar os lagos Tiberíades (Israel/Palestina) e o Mediterrâneo!

Das suas encostas, que degelam depois do inverno, nasce o rio Jordão.

Diz a tradição judaica que foi na região do Monte Hermon, nos declives de Katef Sion, que Deus prometeu a Abrão que lhe daria a terra para seus descendentes.

Um antigo túmulo marca o local e um robusto carvalho ergue-se, ao lado.

E por falar em sagrado, segundo a Bíblia, acredita-se que foi no Monte Hermon onde ocorreu a transfiguração de Cristo

Citado nos evangelhos de Mateus 17,14,  Marcos 9.2 e  Lucas 9.28 e na epístola II Pedro 1:16-18.

Lá, Jesus começa a brilhar e os profetas Moisés e Elias aparecem ao seu lado, conversando com ele. Jesus é então chamado de “Filho” por uma voz no céu – como já ocorrera antes no seu batismo.

Porém, há quem diga que foi no Monte Tabor.

Independente de qual monte tenha sido, o fato do milagre ter ocorrido no alto de uma montanha, representa o ponto onde a natureza humana se encontra com Deus.

O encontro do temporal com o eterno.

Com o próprio Jesus fazendo o papel de ponte entre o céu e a terra.

Mas o Monte Hermon é também citado nas poesias hebraicas.

Sl 133:3 (NVI):

“É como se o orvalho de Hérmon estavam caindo sobre o monte Sião”.

Cântico dos Cânticos 4:8 (NIV):

“Vem comigo do Líbano, minha noiva …. descer do cume do Amana, do alto de Senir, o cume do Hermon, das cavernas dos leões e das principais atracções da montanha dos leopardos . “

Mais de 20 templos antigos foram encontrados na montanha ou na sua proximidade.

Mesmo assim, não consegui subir ao seu cume pois o acesso é extremamente controlado pelos respectivos governos.

Aliás, NÃO tente ir sozinho pois não conseguirá.

O governo realmente controla a entrada de não libaneses a essa região de Nabatyie e Sour (montanhas do sul do Líbano), além disso, nessa região, as placas são todas escritas em árabes e você não saberá para onde ir.

Tentei por Rachaia -mas a estrada é bem difícil, cheia de pedras; por Hasbaya e por Chebaa. Até agora nada. 🙁


Monte Hermon desde Rachaya

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Início do caminho à montanha, por Rachaya, logo após passar pelo primeiro exército.

Neste ponto é necessária prévia autorização do governo.

Mesmo assim conseguimos ultrapassar essa barreira.

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Uma das formas de subir a montanha por Rachaya seria escalando, porque o caminho de carro é quase impossível.

Vista pelo centro histórico da cidade de Rachaya.

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Com Leila e Lamya Abou Arabi, minhas companheiras desta aventura.

 


Monte Hermon desde Hasbaya

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No caminho do Vale do Bekaa à Hasbaya, que fica na região de Nabatyie.

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É aquela ali atrás. Linda demais!

 

 


Monte Hermon desde Chebaa

 

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Antena satélite no alto da montanha, que controla as fronteiras.

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Que privilegio que é viver no alto de uma montanha! *.*

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Caminho ao céu. 🙂

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Chegamos! sqn

 


Fotos: Dalila Barakat

Texto: Dalila Barakat com inspiração no guia de Roberto Katlab e no blog Galeria Biblica


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